Ele sabia que eram seus últimos dias sem dor. Que a partir dali a dor o acompanharia como um cão guia, um anjo amargo e lhe dizer coisas ruins.

a dor seria sua mulher, na saúde e na doença , na alegria e na tristeza, a dor na construção da vida, ganhos e perdas, frustrações e vitórias a serem celebradas a dois, um brinde, dor minha, o que seria da minha vã existência sem ti.

a dor ali, alma confidente em seus últimos dias, a dor lhe afagara o semblante, dirá “você foi um bom homem” e por fim te velará até seu adeus definitivo.

A dor emocionada com sua perda. Estará pronta para abrigar outro pobre corpo de outra pobre alma. Pois passamos, a dor fica,