Não haverá

Não haverá margem para homens coesos até que morram numa barricada de ignorância

Até que a inteligência seja saqueada

Até que a estúpida burrice devore

Até que não sobre alma lúcida

Até que a massa cinzenta seque

Até que corpos apodreçam

Até que o país devaste

Não, não haverá,

Não haverá sinal de vida inteligente nesta terra de ódio nem talvez em mundo algum

  • Feito em especial para a revista Literatura & Fechadura